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Qual a diferença entre AHA e BHA

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AHA e BHA são as duas famílias de ácidos esfoliantes que mais aparecem em rótulos de skincare. A diferença entre eles não é "qual é mais forte" — é onde cada um atua na pele, e isso muda qual problema cada um resolve melhor.

AHA (alfa-hidroxiácidos)

Exemplos: ácido glicólico, ácido láctico, ácido mandélico.

Os AHAs são solúveis em água e atuam na superfície da pele, removendo células mortas acumuladas e melhorando textura, manchas e sinais de foto-envelhecimento. Sua pele apresenta aspereza, opacidade ou marcas superficiais de acne, esse ácido ajuda com isso porque promove a renovação da camada mais externa, deixando a superfície mais uniforme.

Costumam ser mais indicados para peles secas ou mistas, porque não penetram no interior do poro — o foco é a superfície.

BHA (beta-hidroxiácido)

Exemplo principal: ácido salicílico.

O BHA é solúvel em óleo, o que muda tudo: ele consegue penetrar dentro do poro, onde se acumula oleosidade e célula morta. Sua pele apresenta poros entupidos, cravos ou tendência a acne, esse ácido ajuda com isso porque limpa o interior do poro, não só a superfície.

Por isso o BHA costuma ser a escolha mais indicada para peles oleosas e para quem lida com acne recorrente.

Dá para usar os dois?

Dá, mas não ao mesmo tempo no início. Como os dois esfoliam a pele por caminhos diferentes, usar AHA e BHA juntos logo de cara aumenta bastante o risco de irritação, vermelhidão e sensibilização — especialmente para quem nunca usou ácido esfoliante antes.

O caminho mais seguro é introduzir um ácido de cada vez, começar com uma frequência baixa (2 a 3 vezes por semana) e só aumentar conforme a pele demonstrar tolerância, sempre com protetor solar diário — ácidos esfoliantes aumentam a sensibilidade da pele ao sol.

Este texto é um resumo geral e não substitui uma avaliação individual com um dermatologista, especialmente para quem tem pele sensível ou alguma condição de pele diagnosticada.